No âmbito de uma ação de fiscalização, os militares da Guarda detetaram indícios da prática do crime de exploração ilícita de jogo, num estabelecimento comercial. No local, as máquinas encontravam-se publicitadas como promotoras de bebidas e como pontos de acesso à internet. Contudo, foi apurado que continham jogos dissimulados, sendo os prémios obtidos convertidos em dinheiro.
Efetuadas diligências policiais, foi apreendido o seguinte material:
Foi identificada a exploradora do estabelecimento, uma mulher de 33 anos, e os factos por exploração ilícita de jogo foram remetidos ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira.
Os jogos de fortuna e azar são aqueles cujo resultado assenta exclusiva ou fundamentalmente na sorte, sendo a sua exploração e prática apenas permitida nos casinos e em locais devidamente autorizados e licenciados.
A GNR relembra que a dependência no jogo é reconhecido como uma patologia, sendo necessário estar alerta aos sinais que revelem a adição do jogador, pois é comum que aqueles que sofrem desta perturbação ponham em risco o seu trabalho, contraiam grandes dívidas, acabando por inviabilizar a sua interação com a sociedade e adotem um comportamento autodestrutivo.
É por este motivo, fundamental, uma fiscalização contínua e presente neste âmbito, de forma a sinalizar as pessoas com esta dependência, e punir quem utiliza e explora, de forma descontrolada e dissimulada, este tipo de equipamentos ou promove jogos de fortuna ou azar.