Este tipo de crime ocorre prioritariamente em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira, aproveitando os períodos de lazer e a maior afluência de turismo sazonal. Os autores direcionam a sua atuação para viaturas em parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus.
Em 2025, a GNR registou um total de 5 667 crimes, menos 470 do que em 2024, sendo os distritos com maior volume de ocorrências:
|
Distritos |
2024 |
2025 |
|
Açores |
1 |
1 |
|
Aveiro |
547 |
573 |
|
Beja |
103 |
82 |
|
Braga |
559 |
522 |
|
Bragança |
22 |
14 |
|
Castelo Branco |
42 |
39 |
|
Coimbra |
202 |
129 |
|
Évora |
56 |
52 |
|
Faro |
900 |
629 |
|
Guarda |
35 |
28 |
|
Leiria |
274 |
230 |
|
Lisboa |
761 |
691 |
|
Madeira |
0 |
2 |
|
Portalegre |
27 |
25 |
|
Porto |
1138 |
1440 |
|
Santarém |
166 |
146 |
|
Setúbal |
915 |
722 |
|
Viana do Castelo |
225 |
178 |
|
Vila Real |
76 |
56 |
|
Viseu |
88 |
108 |
|
Total |
6137 |
5667 |
Relativamente à evolução mensal do crime em análise, é possível constatar-se que o mesmo acompanha os períodos usualmente identificados como favoritos para o gozo de férias, nomeadamente a altura do Carnaval (em 2024) e a 2.ª quinzena de junho a setembro. Ainda em 2024 verificou-se também um pico significativo em outubro (o mês de outubro de 2024 foi o 2º mais quente a nível global e o 5 º mais quente na Europa, segundo o IPMA), tendo sido registados 576 crimes desta natureza.
Já em 2025, os meses que apresentam maior destaque em termos de registos, para além do período compreendido entre a segunda quinzena de junho e setembro, correspondem aos meses de janeiro, maio e dezembro. Os meses de janeiro e dezembro encontram-se associados às festividades de Natal e Ano Novo, enquanto o mês de maio (considerado o segundo mais quente a nível global e em Portugal Continental, segundo o IPMA) terá contribuído para a antecipação da época balnear e para um aumento dos momentos de lazer ao ar livre.

Contrariando a tendência de criminalidade, a atividade proativa da Guarda resultou num aumento significativo de suspeitos identificados e detidos. Em 2025 registaram-se 68 detenções, um acréscimo de 42 detidos face a 2024 (onde se registaram 26), tendo ainda sido identificados 1 523 suspeitos, mais 142 do que no período anterior.
A GNR relembra que a prevenção é a primeira barreira de segurança. Muitos destes furtos ocorrem por oportunidade, ao serem deixados bens visíveis do exterior. Nesse sentido, recomenda-se:
Caso detete sinais de arrombamento no seu veículo:
A Guarda Nacional Republicana mantém um patrulhamento reforçado nestas áreas críticas, reafirmando que a segurança de todos começa com a responsabilidade e prevenção de cada cidadão.