No âmbito de uma investigação que decorre há cerca de um ano, os militares da Guarda deram cumprimento a um mandado de busca num escritório de advogados, em Lisboa, relacionado com suspeitas de falsificação de procurações forenses e autos de extravio de documentos de identificação de cidadãos estrangeiros. No decorrer da ação, foi realizada uma busca na presença de Juiz de Instrução Criminal, de representante do Ministério Público e de representante da Ordem dos Advogados, tendo sido constituída arguida a suspeita.
Da ação resultou a apreensão dos seguintes documentos:
• Diversas procurações forenses;
• Autos de extravio de documentos de identificação;
• Documentação relacionada com processos de cidadãos estrangeiros.
A suspeita foi constituída arguida e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste.
A Guarda Nacional Republicana relembra que a falsificação de documentos constitui um crime que compromete a credibilidade dos procedimentos administrativos e pode ser utilizada para contornar os mecanismos legais de controlo da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional, mantendo-se empenhada na prevenção e combate à criminalidade associada à imigração ilegal.