No decorrer da operação, os militares da Guarda detetaram, em flagrante, diversos veículos alinhados em plena autoestrada para a realização de corridas ilegais, tendo sido registadas velocidades na ordem dos 235 km/h, aferidas através de cinemómetro de perseguição.
Foi ainda verificada a presença de diversos veículos imobilizados na berma da autoestrada, cujos ocupantes assistiam à realização das corridas. Este comportamento, para além de constituir infração à legislação rodoviária, representa um risco muito elevado para a segurança de todos os utentes da via, uma vez que cria obstáculos inesperados, reduz a visibilidade e aumenta significativamente a probabilidade de ocorrência de acidentes graves.
Após o seguimento dos veículos durante vários quilómetros, foi possível proceder à sua interceção, identificação dos condutores e fiscalização dos respetivos veículos.
Perante a intervenção policial, alguns dos condutores efetuaram manobras de inversão do sentido de marcha em plena autoestrada, na tentativa de se furtarem à fiscalização, colocando gravemente em perigo a sua integridade física e a dos restantes utilizadores da via.
Durante a fiscalização foi ainda verificado que alguns dos veículos apresentavam alterações às suas características construtivas, designadamente através da remoção de componentes, como bancos e outros equipamentos, com o objetivo de reduzir o peso do veículo e aumentar o respetivo desempenho, comprometendo as condições de segurança exigidas para a circulação na via pública.
Da operação resultou:
Esta operação foi coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, no âmbito do controlo dinâmico dos fluxos rodoviários na Área Metropolitana de Lisboa, permitindo uma atuação imediata sobre comportamentos que representam um risco extremo para a segurança rodoviária e para a proteção da vida humana.
A Guarda Nacional Republicana relembra que a via pública não é um circuito de competição. A realização de corridas ilegais, a concentração de espectadores na faixa de rodagem ou respetivas bermas e a alteração ilegal das características dos veículos potenciam a ocorrência de acidentes particularmente graves, colocando em risco todos os utilizadores da estrada.
A GNR aconselha todos os condutores a não participarem nem promoverem corridas ilegais, a não efetuarem alterações ilegais às características dos veículos e a adotarem sempre uma condução responsável e compatível com as condições da via, contribuindo para uma circulação mais segura e para a proteção da vida humana.
A Guarda Nacional Republicana mantém-se empenhada na redução da sinistralidade rodoviária, na fiscalização especializada de veículos alterados ilegalmente e no combate permanente aos comportamentos de elevado risco e à criminalidade cometida em ambiente rodoviário.