A atuação diária nas estradas nacionais tem sido orientada para travar condutas de risco extremo que colocam em perigo direto a vida de quem circula na via pública, neutralizando ameaças graves antes que resultem em acidentes fatais. Em Portugal, conduzir com uma Taxa de Álcool no Sangue igual ou superior a 1,20 g/l constitui crime rodoviário punível com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias, com inibição do direito de conduzir. A diferença registada entre o volume global de crimes e o total de detenções deve-se aos casos em que a medição da taxa de álcool exigiu colheita de sangue em meio hospitalar, cujo resultado laboratorial é conhecido posteriormente, determinando a respetiva constituição de arguido.
Com uma média mensal de 1 265 crimes de condução em estado de embriaguez, a análise ao perfil dos condutores intercetados revela que o problema atinge com maior incidência a população adulta entre os 31 e os 64 anos. A faixa etária dos 51 aos 64 anos lidera de forma expressiva, contabilizando 2 450 detenções, logo seguida pelos condutores com idades entre os 41 e os 50 anos (2 167 detidos), dos 31 aos 40 anos (1 850) e dos 25 aos 30 anos (1 266 registos), situando-se os jovens entre os 18 e os 20 anos e os condutores seniores em valores substancialmente mais reduzidos.
Os padrões operacionais mostram que o risco se agrava drasticamente aos fins de semana, concentrando os sábados e domingos a esmagadora maioria das infrações, com um pico crítico no período da madrugada, entre as 00h00 e as 06h00, frequentemente associado a deslocações em contextos de lazer e diversão noturna. Do ponto de vista territorial, os distritos do Porto, Setúbal, Aveiro e Faro destacam-se com o maior volume de crimes e detenções efetuadas, espelhando os eixos com maior intensidade de tráfego rodoviário e concentração urbana e turística.
O consumo de bebidas alcoólicas reduz drasticamente o tempo de reação, limita o campo visual e diminui a capacidade de decisão, transformando o veículo numa ameaça real para o próprio condutor, para os passageiros e para todos os que partilham a estrada.
Perante esta realidade, a Guarda Nacional Republicana apela à responsabilidade individual e coletiva: