A Unidade de Acção Fiscal (UAF), através do Destacamento de Acção Fiscal (DAF) do Porto, no âmbito de uma investigação criminal que decorre no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto, desmantelou uma fábrica clandestina de produção de cigarros, localizada em Vila Pouca de Aguiar, utilizada por uma organização criminosa dedicada à produção e distribuição ilícita de tabaco.
A investigação teve início em meados de setembro de 2025, após a recolha de informação que apontava para a existência de uma rede criminosa, constituída por indivíduos de várias nacionalidades, nomeadamente portugueses e oriundos do leste da Europa, a operar no Norte do território nacional. O modus operandi consistia na produção massificada de cigarros e na sua posterior distribuição, com destino ao território nacional e a outros países da União Europeia.
No decurso das diligências de investigação, foi possível apurar que a estrutura criminosa, constituída por um número significativo de indivíduos, operava a partir dos concelhos de Montalegre, Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Felgueiras, desenvolvendo uma cadeia organizada de operações, designadamente ao nível da logística, produção e armazenamento, evidenciando um elevado grau de sofisticação.
A ação foi desencadeada na sequência da apreensão de maquinaria destinada à produção ilícita de tabaco, transportada numa viatura pesada de mercadorias com semirreboque, utilizada pela organização criminosa, a qual esteve envolvida num acidente de viação ocorrido no dia anterior, na localidade de Sabroso de Aguiar, nas imediações do local onde viria a ser confirmada a existência das instalações fabris clandestinas.
No dia 27 de janeiro, foram então cumpridos nove mandados de busca, concretamente cinco buscas domiciliárias e quatro buscas não domiciliárias, nos distritos de Vila Real e Porto.
Da operação resultaram as seguintes apreensões:
No decurso da ação foi ainda detido um indivíduo do sexo masculino, com 47 anos de idade, por suspeita de envolvimento na atividade criminosa em investigação, que será presente ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.
Na operação foram empenhados cerca de 80 militares da Guarda, incluindo militares da Unidade de Acção Fiscal, da Unidade de Intervenção e do Comando Territorial de Vila Real, contando ainda com o apoio operacional da EUROPOL.