O Comando Territorial de Setúbal, através do Destacamento de Trânsito de Setúbal, no dia 27 de janeiro, constituiu arguido um homem de 46 anos por falsificação de notação técnica, no concelho do Montijo.
No âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária, os militares da Guarda abordaram o condutor de um veículo pesado de mercadorias. No decurso da fiscalização, foi possível apurar que o indivíduo utilizava, para além do seu cartão tacográfico, um segundo cartão pertencente a outra pessoa, o qual se encontrava inserido no tacógrafo do veículo. Esta prática permitia ao condutor ultrapassar os tempos máximos de condução legalmente estabelecidos e contornar os períodos obrigatórios de repouso, simulando situações de condução múltipla que não correspondiam à realidade.
Na sequência da ação policial, foi apreendido o cartão tacográfico utilizado de forma fraudulenta.
O suspeito foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial do Montijo.
A conduta em causa representa um risco significativo para a segurança rodoviária, uma vez que potencia situações de fadiga ao volante, aumentando a probabilidade de ocorrência de acidentes.
A Guarda Nacional Republicana relembra que a manipulação, adulteração ou viciação de tacógrafos constitui uma infração grave, podendo, em determinadas circunstâncias, assumir contornos criminais. Estas práticas comprometem o cumprimento das normas europeias relativas aos tempos máximos de condução, aos períodos mínimos de repouso e ao respeito pelos limites de velocidade, colocando em risco a segurança dos condutores e dos restantes utilizadores da via pública.
A GNR reforça que o cumprimento rigoroso das regras associadas à utilização do tacógrafo é fundamental para a prevenção da fadiga ao volante, a redução da sinistralidade rodoviária e a promoção de uma circulação mais segura e responsável.