O Comando Territorial de Leiria, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Leiria, hoje, dia 28 de abril, deteve duas mulheres de 27 e 51 anos pelo crime de maus tratos a idosos, na localidade de Olho Marinho, concelho de Óbidos.
A operação decorreu no âmbito de uma investigação iniciada em julho de 2025, que já havia levado ao encerramento de uma estrutura ilegal de acolhimento de idosos, no concelho de Peniche. Na altura, três idosos foram retirados do local e encaminhados para familiares e instituições licenciadas. No seguimento das diligências, os militares da Guarda realizaram três buscas em residências e uma em veículo, na localidade de Olho Marinho, que resultaram na apreensão de material informático e documentação com elevada relevância probatória.
Durante a ação, foi dado cumprimento a dois mandados de detenção, tendo as suspeitas sido identificadas pela sua ligação direta ao funcionamento da referida estrutura ilegal e por fortes indícios da prática do crime de maus-tratos a idosos.
Foram ainda sinalizadas duas habitações distintas onde se encontravam mais dois idosos (um em cada residência), um dos quais foi encaminhado para internamento no Hospital de Caldas da Rainha devido a ferimentos. Face às condições verificadas, foi solicitada a intervenção imediata da Segurança Social, estando a situação a ser avaliada por técnicos do Centro Distrital de Leiria para garantir o encaminhamento para respostas sociais adequadas.
As detidas, que já possuem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de ilícito, serão presentes ao Tribunal Judicial de Leiria para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.
A operação contou com o apoio do Destacamento de Intervenção (DI), do Destacamento Territorial das Caldas da Rainha, tendo ainda sido reforçada por uma equipa de fiscalização do centro da Segurança Social.
A Guarda Nacional Republicana reitera que a proteção e o bem-estar das pessoas idosas constituem uma prioridade estratégica. Nesse sentido, apela à população para que denuncie qualquer situação de maus-tratos ou negligência de que tenha conhecimento, permitindo assim uma intervenção célere e eficaz das autoridades na salvaguarda dos grupos mais vulneráveis.