A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), divulgam publicamente o balanço da quinta campanha do Plano Nacional de Fiscalização de 2026 “Duas Rodas ─ Agarre-se à Vida”, focada nos veículos de duas rodas a motor, que decorreu entre 19 e 25 de maio nos distritos de Bragança, da Guarda e de Lisboa.
Esta campanha teve como objetivo sensibilizar os condutores de motociclos e ciclomotores para os comportamentos de risco associados à condução, promovendo uma condução mais segura, defensiva e responsável. A iniciativa alertou, igualmente, os restantes utilizadores da via para a necessidade de partilha segura do espaço rodoviário, atendendo à especial vulnerabilidade dos utilizadores de veículos de duas rodas a motor em caso de acidente.
Durante o período da campanha, entre 19 e 25 de maio, as forças de segurança fiscalizaram presencialmente 54 945 veículos e condutores, tendo sido registadas 23 769 infrações rodoviárias, destacando-se:
Entidades
Território
Veículos fiscalizados (presencial e por radar)
Infrações
ANSR
Continente
3 965 735
6 315
GNR
425 870
9 994
PSP
45 328
6 789
Regiões autónomas
3 648
671
Totais
4 440 581
23 769
No âmbito desta campanha, foram sensibilizados 500 condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores, a quem foram transmitidas as seguintes mensagens:
À semelhança de campanhas anteriores, esta ação contou com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira, complementando o trabalho de sensibilização e fiscalização desenvolvido no Continente.
Entre os dias 19 e 25 de maio de 2026, no território nacional registaram-se 2 731 acidentes, dos quais resultaram 11 vítimas mortais, 58 feridos graves e 886 feridos leves.
Deste total, no Continente, registaram-se 2 603 acidentes (95%), com nove (9) vítimas mortais (82%), 55 feridos graves (95%) e 846 feridos leves (95%).
Relativamente às Regiões Autónomas, verificaram-se 128 acidentes (5%), resultando em duas (2) vítimas mortais (18%), três (3) feridos graves (5%) e 40 feridos leves (5%).
Quanto à distribuição por entidade fiscalizadora, sob a jurisdição da GNR registaram-se 1 688 acidentes (62%), oito (8) vítimas mortais (73%), 48 feridos graves (83%) e 521 feridos leves (59%).
Já na área de atuação da PSP, verificaram-se 1 403 acidentes (28%), três (3) vítimas mortais (27%), dez (10) feridos graves (17%) e 365 feridos leves (41%).
Relativamente ao período homólogo de 2025, verificaram-se menos 108 acidentes, mais duas (2) vítimas mortais, menos um (1) ferido grave e menos 54 feridos leves.
Leitura de 2026 face a 2025
Vítimas Mortais
+22,2% (+2)
Feridos Graves
-1,7% (-1)
Feridos Leves
-5,7% (-54)
Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram-se 34 177 acidentes com vítimas que envolveram veículos de duas rodas a motor (ciclomotores ou motociclos), dos quais resultaram 439 vítimas mortais, 3 028 feridos graves e 34 514 feridos leves. A maioria destas vítimas são condutores e passageiros de veículos de duas rodas a motor, mas também estão incluídos nestes valores outros envolvidos nestes acidentes, como peões e ocupantes de outros veículos.
A quinta das 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF 2026) teve divulgação nos meios de comunicação digital e integrou cinco ações presenciais de sensibilização, promovidas pela ANSR, realizadas em simultâneo com operações de fiscalização da GNR e da PSP, em locais onde se registam níveis mais elevados de sinistralidade, envolvendo veículos de duas rodas a motor.
As campanhas inseridas nos Planos Nacionais de Fiscalização são promovidas, anualmente, desde 2020, pela ANSR, pela GNR e pela PSP, com temáticas definidas de acordo com as recomendações europeias. Até ao final do ano, realizar-se-ão mais seis campanhas PNF 2026, integrando ações de sensibilização e de fiscalização.
Em 2026, o PNF mantém os temas trabalhados em 2025 — velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor — integrando também um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.
A sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade. As suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos responsáveis e seguros por todos os utilizadores da estrada.