A Unidade Nacional de Trânsito (UNT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), no dia 24 de junho de 2026, entre as 03h30 e as 07h30, desencadeou uma ação especial de fiscalização rodoviária direcionada para um dos principais fatores de risco da sinistralidade rodoviária que é a condução sob influência do álcool, em virtude das Festas do São João da Cidade de Porto 2026.
A operação decorreu de forma concertada e coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, incidindo nos períodos horários e locais previamente identificados através da análise da informação operacional e do risco rodoviário, permitindo concentrar os meios de fiscalização nos principais eixos rodoviários da Área Metropolitana do Porto, onde a circulação apresenta maior intensidade e onde os comportamentos de risco podem produzir consequências mais gravosas.
A ação foi desenvolvida na Autoestrada n.º 28 (A28) – Perafita, Mafamude, Autoestrada n.º 20 (A20) – Vilar do Andorinho, Autoestrada n.º 43 (A43) – Gondomar, Autoestrada n.º 4 (A4) – Aguas Santas, Autoestrada n.º 3 (A3) – Maia, e Autoestrada n.º 3 (A3) – Trofa.
Durante as quatro horas de fiscalização foram controlados 4 097 condutores, tendo sido detetados 290 excessos de álcool no sangue, dos quais 71 condutores foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, constituindo crime de condução em estado de embriaguez.
Da operação resultaram ainda 76 detenções, das quais:
Foram ainda elaborados 263 autos de notícia por contraordenações rodoviárias.
Todos os condutores fiscalizados que se revelaram embriagados ou sob influência de álcool, foram imediatamente impedidos de continuar a conduzir durante um período mínimo de 12 horas, deixando de representar um risco imediato para a circulação rodoviária e para a segurança dos restantes utentes da via.
Cada condutor impedido de continuar a conduzir sob influência do álcool representa um risco potencialmente evitado na estrada. O impedimento imediato destes comportamentos permite reduzir a probabilidade de ocorrência de acidentes graves, protegendo não apenas os próprios condutores, mas também os passageiros, peões e demais utilizadores da via pública.
A operação mobilizou um total de 140 militares, tendo sido desenvolvida de forma coordenada pela Unidade Nacional de Trânsito, através dos seus Destacamentos de Ação de Conjunto, contando igualmente com o empenhamento dos Destacamentos de Trânsito territorialmente competentes, num dispositivo orientado para o controlo de fluxos rodoviários, mitigação do risco rodoviário e combate aos principais fatores associados à sinistralidade grave e à criminalidade cometida em ambiente rodoviário.
Para além da deteção de infrações rodoviárias, estas operações permitem identificar indivíduos procurados pela justiça, condutores sem habilitação legal e outros comportamentos suscetíveis de comprometer a segurança dos utentes da via, contribuindo para uma resposta integrada aos riscos presentes no ambiente rodoviário.
A Guarda Nacional Republicana relembra que a condução sob influência do álcool afeta significativamente a capacidade de perceção, avaliação do risco, tempo de reação e controlo do veículo, constituindo um dos fatores mais frequentemente associados aos acidentes rodoviários mais graves.
O combate a este fator de risco continua a assumir caráter prioritário para a Unidade Nacional de Trânsito, através de ações de fiscalização orientadas por informação, análise de risco e controlo dinâmico dos fluxos rodoviários, com o objetivo de proteger a vida humana, promover comportamentos seguros e contribuir para uma mobilidade mais segura para todos.