A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), divulgam publicamente o balanço da sétima campanha do Plano Nacional de Fiscalização de 2026 “Duas Rodas ─ Agarre-se à Vida”, focada nos veículos de duas rodas a motor, que decorreu entre 7 e 13 de julho nos distritos de Faro, de Leiria e de Setúbal.
Esta campanha teve como objetivo sensibilizar os condutores de motociclos e ciclomotores para os comportamentos de risco associados à condução, promovendo uma condução mais segura, defensiva e responsável. A iniciativa alertou, igualmente, os restantes utilizadores da via para a necessidade de partilha segura do espaço rodoviário, atendendo à especial vulnerabilidade dos utilizadores de veículos de duas rodas a motor em caso de acidente.
Durante o período da campanha, entre 7 e 13 de julho, as Forças de Segurança fiscalizaram (presencialmente e radar) 550 213 veículos e condutores, tendo sido registadas 12 429 infrações rodoviárias, destacando-se:
Entidades
Território
Veículos fiscalizados (presencialmente e radar)
Infrações
ANSR
Continente
5 378 301
10 029
GNR
501 854
7 971
PSP
38 310
3 895
Regiões autónomas
10 049
563
Totais
5 928 514
22 458
No âmbito desta campanha, foram sensibilizados 500 condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores, a quem foram transmitidas as seguintes mensagens:
À semelhança de campanhas anteriores, esta ação contou com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira, complementando o trabalho de sensibilização e fiscalização desenvolvido no Continente.
Entre os dias 7 e 13 de julho de 2026, no território nacional registaram-se 2 771 acidentes, dos quais resultaram 15 vítimas mortais, 60 feridos graves e 909 feridos leves.
Deste total, no Continente, registaram-se 2 624 acidentes (95%), com 15 vítimas mortais (100%), 57 feridos graves (95%) e 866 feridos leves (95%).
Relativamente às Regiões Autónomas, verificaram-se 147 acidentes (05%), resultando três (03) feridos graves (05%) e 43 feridos leves (05%).
Quanto à distribuição por entidade fiscalizadora, sob a jurisdição da GNR registaram-se 1 689 acidentes (61%), 11 vítimas mortais (73%%), 42 feridos graves (70%) e 551 feridos leves (61%).
Já na área de atuação da PSP, verificaram-se 1 082 acidentes (39%), quatro (04) vítimas mortais (27%), 18 feridos graves (30%) e 358 feridos leves (39%).
Relativamente ao período homólogo de 2025, verificaram-se menos (-) 41 acidentes, mais (+) três (03) vítimas mortais, menos (-) dois (02) feridos graves e menos (-) 109 feridos leves.
Leitura de 2026 face a 2025
Vítimas Mortais
+ 25%
Feridos Graves
-3,2%
Feridos Leves
-10,7%
Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram-se 34 179 acidentes com vítimas que envolveram veículos de duas rodas a motor (ciclomotores ou motociclos), dos quais resultaram 440 vítimas mortais, 3 041 feridos graves e 34 501 feridos leves. A maioria destas vítimas são condutores e passageiros de veículos de duas rodas a motor, mas também estão incluídos nestes valores outros envolvidos nestes acidentes, como peões e ocupantes de outros veículos.
A sétima das 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF 2026) teve divulgação nos meios de comunicação digital e integrou cinco ações presenciais de sensibilização, promovidas pela ANSR, realizadas em simultâneo com operações de fiscalização da GNR e da PSP, em locais onde se registam níveis mais elevados de sinistralidade, envolvendo veículos de duas rodas a motor.
As campanhas inseridas nos Planos Nacionais de Fiscalização são promovidas, anualmente, desde 2020, pela ANSR, pela GNR e pela PSP, com temáticas definidas de acordo com as recomendações europeias. Até ao final do ano, realizar-se-ão mais seis campanhas PNF 2026, integrando ações de sensibilização e de fiscalização.
Em 2026, o PNF mantém os temas trabalhados em 2025 — velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor — integrando também um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.
A sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade. As suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos responsáveis e seguros por todos os utilizadores da estrada.