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  Afogamento de Crianças e Jovens: Mais de 60 vidas perdidas nos últimos 5 anos

Foto de Afogamento de Crianças e Jovens: Mais de 60 vidas perdidas nos últimos 5 anos

A Guarda Nacional Republicana e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil lançam na próxima semana uma nova Campanha que visa combater o afogamento infantil, porque apesar da redução expressiva de mortes e internamentos nas últimas duas décadas, os dados mais recentes revelam um aumento preocupante da mortalidade nos últimos anos.

O mais recente balanço (link) da APSI revela um panorama de dupla velocidade na prevenção dos afogamentos de crianças e jovens em Portugal. Se, numa perspetiva de longo prazo (2002-2024), o país registou um decréscimo acentuado no número de mortes (de 28 para 8) e de internamentos (de 49 para 13) o cenário recente exige um estado de alerta redobrado.

Entre os anos de 2020 e 2022, o número médio de mortes anuais por afogamento fixou-se em 15, o que representa mais do dobro da média registada no triénio anterior (7,3). Embora os dados oficiais de 2023 (10 mortes) e 2024 (8 mortes) mostrem uma melhoria, os valores mantém-se acima do mínimo histórico alcançado no período de 2017 a 2019.

Dados preliminares de 2025 indicam 33 casos de afogamento (fatais e não fatais) relatados na imprensa, com registo de 12 óbitos. Paralelamente, os acionamentos do 112/ INEM para afogamentos e acidentes de mergulho ultrapassam as 100 ocorrências anuais desde 2020.

 

Raio-X dos últimos 5 Anos (2020-2024)

No quinquénio de 2020 a 2024, 63 crianças e jovens perderam a vida por afogamento e 57 necessitaram de internamento hospitalar. Adicionalmente, o 112 reencaminhou para o CODU/INEM um total de 588 ocorrências médicas relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho.

 

A análise detalhada por faixas etárias evidencia vulnerabilidades distintas ao longo do crescimento:

• 0 aos 4 anos (20 mortes e 21 internamentos): É a faixa etária com maior volume total de afogamentos e lidera os internamentos por esta causa. Os casos ocorrem maioritariamente em piscinas;

• 5 aos 9 anos (5 mortes e 8 internamentos): Apresenta os valores mais baixos, mas exige atenção;

• 10 aos 14 anos (10 mortes e 10 internamentos): O risco é maior nos meios aquáticos naturais, provavelmente associados ao início da utilização independente destes locais;

• 15 aos 19 anos (28 mortes e 18 internamentos): É a faixa etária onde se regista o maior número de mortes.

 

Os dados extraídos dos estudos de caso e da monitorização de imprensa efetuada pela APSI identificam tendências claras que devem nortear as ações de prevenção das famílias e das autoridades:

• Género e Sazonalidade: Os afogamentos continuam a verificar-se com maior incidência em rapazes e concentram-se esmagadoramente nos meses de Verão — junho, julho e agosto;

• O Perigo em Casa: No caso das crianças mais pequenas (0-4 anos), as piscinas de uso particular representam a tipologia onde ocorre o maior número de afogamentos, reforçando a urgência de barreiras físicas de proteção,

• A Ameaça em Ambientes Naturais: Registou-se uma redução de casos em poços e tanques, mas observa- se um crescimento continuo de acidentes em planos de água naturais, como rios, ribeiras, lagoas e praias. Estes locais afetam predominantemente os jovens dos 10 aos 14 anos e dos 15 aos 19 anos.

 

Face a este cenário, a GNR e a APSI, em ações de sensibilização às populações, apelam a que a segurança em torno da água não seja negligenciada.

O afogamento é rápido, silencioso e pode acontecer em muito poucos centímetros de água. A supervisão ativa e constante por parte dos adultos, a instalação de barreiras verticais em piscinas domésticas, a vigilância por profissionais qualificados (nadadores-salvadores) de zonas de banho e mergulho e a existência de equipamento de socorro junto a planos de água não vigiados continuam a ser as ferramentas mais eficazes para salvar vidas.

 



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Data de Inserção: 02-07-2026
Fonte:


 
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03-07-2026 Águeda – Detidos pelo crime de furto qualificado em posto de combustível
03-07-2026 Águeda – Detidos pelo crime de furto
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03-07-2026 Torres Vedras – Detido em flagrante por furto em anexo de habitação
02-07-2026 Palmela – Detido por furto de gasóleo
02-07-2026 Peniche – Recuperação de equídeo furtado
02-07-2026 Moita – Prisão preventiva por roubos com arma branca
02-07-2026 Rio Maior – Detido por violência doméstica
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02-07-2026 Beja – Detido por Tráfico de Estupefacientes
02-07-2026 Alfândega da Fé – Detido por incêndio florestal
02-07-2026 Murtosa – Detido por incêndio por negligência
02-07-2026 Mafra – Prisão Preventiva por Roubo a Idosos
02-07-2026 Palmela – Detido por violência doméstica, violação e devassa da vida privada
 
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