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Nemátodo - Inseto vetor do nemátodo-da-madeira-do-pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus):
A praga do nemátodo da madeira do pinheiro é originária num verme microscópico do grupo das lombrigas que ataca preferencialmente pinheiros e outras árvores resinosas. Conhecido por ser o causador da doença da murchidão dos pinheiros. Origina elevada mortalidade nos pinheiros, na medida em que provoca a morte da árvore. A sua transmissão às árvores é feita por um inseto-vetor, o Longicórnio do pinheiro. A dispersão do nemátodo está limitada ao período de voo do inseto-vetor, de abril a outubro.


Inseto-vetor do nemátodo

Como identificar os sintomas de nemátodo numa árvore resinosa: :

  • Amarelecimento e murchidão das agulhas, primeiro as mais antigas, e depois, estendendo-se, de forma gradual, a toda a copa;
  • Diminuição da produção de resina;
  • Manutenção das agulhas mortas por período prolongado;
  • Existência de ramos secos mais quebradiços que o habitual, levando à secura total da árvore.

Medidas de combate à doença::

  • Remoção dos pinheiros mortos ou com sintomas de declínio, de preferência, no período compreendido de Novembro a Março de cada ano – responsabilidade do proprietário;
  • Eliminação de todos os sobrantes de exploração florestal – responsabilidade do proprietário;
  • Controlo da população do inseto-vetor durante o período de voo, abril a outubro, através da colocação de armadilhas nas árvores;
  • Aquando a identificação dos sintomas consulte o gabinete técnico florestal do seu município.

Recomendações::

  • Evitar o transporte de material lenhoso no período de abril a outubro;
  • Árvores já enfraquecidas favorecem a dispersão do nemátodo, pelo que se deve manter o pinhal saudável;
  • Não conservar lenha de um ano para o outro.

Vespa velutina ou asiática:

A vespa velutina (vespa velutina nigrithorax), também conhecida como a vespa das patas amarelas, é uma espécie originária da China, do Afeganistão, da Indochina e da Indonésia. É essencialmente um predador de outras vespas e de abelhas. Constitui uma das pragas da colmeia, na medida em que consegue dizimar todas as abelhas de uma colmeia. No entanto, não é fonte de transmissão de nenhuma doença às abelhas, assim, como não é considerada mais perigosa para os seres humanos do que a vespa europeia.

Como reconhecer uma vespa velutina::

  • É uma vespa de grandes dimensões, pode ultrapassar os 2,5 cm, os zangões podem ir até aos 3 cm;
  • A cabeça é preta com face laranja/amarelada;
  • O corpo é castanho-escuro ou preto aveludado, delimitado por uma faixa fina amarela com um único segmento abdominal amarelado-alaranjado;
  • As asas são escuras, e as patas castanhas com as extremidades amarelas originando assim a sua designação de “vespa das patas amarelas”;
  • A área até ao momento infetada é a região a norte do rio Douro e não é previsível que se possa estender para sul por razões climáticas, a sul do Douro a temperatura é superior e a vespa ainda não está adaptada a temperaturas mais quentes.

Como reconhecer um ninho de vespa velutina::

  • Usualmente os ninhos são construídos em árvores altas com alturas superiores a 5 metros, no entanto, já existem casos em que o ninho está em aberturas no tronco da árvore;
  • Os ninhos podem atingir 1 metro de altura e cerca de 50-80 cm de diâmetro, sendo a entrada/saída da vespa velutina realizada por um orifício lateral ao ninho;
  • Os ninhos são constituídos por fibras de madeira mastigadas, têm forma redonda ou em pera;
  • Por norma, não faz ninhos em casas habitadas, não gosta do movimento de seres humanos.

Medidas de combate/controlo à vespa velutina::

  • Uma das formas de diminuir o impacto destrutivo da vespa velutina é a redução do tamanho da entrada na colmeia da abelha europeia, a qual deverá ser reduzida a uma fenda estreita;
  • A colocação de armadilhas preventivas deve ser evitada ou executada pontualmente com o intuito de detetar a presença da vespa numa determinada região, na medida em que provoca efeitos colaterais noutras espécies;
  • Em função da localização, dimensão dos ninhos e atividade dos insetos, vários métodos podem ser utilizados para a destruição dos ninhos: aplicação de inseticida, incineração e congelação;
  • Assiste à Câmara Municipal da área suspeita de vespa velutina a coordenação com as autoridades autorizadas para a destruição do ninho: empresas especializadas em desinfestações, técnicos apícolas, sapadores florestais.

Recomendações caso detete a presença de ninho ou exemplares de vespa velutina::

  • Deverá fotografar, se possível, a vespa e ou o ninho;
  • Comunicar a situação à Câmara Municipal da área correspondente ao local de suspeita, a qual remeterá a situação para a Proteção Civil;
  • Preenchimento online de um formulário (Anexo IV) disponível no portal www.sosvespa.pt;
  • Comunicação via Smartphone (APP SOS-Vespa);
  • Contacto com a Linha SOS AMBIENTE (808 200 520). Aqui, o denunciante será informado do procedimento a seguir para efetivar a comunicação da suspeita de vespa velutina ou ninho;

Escaravelho da palmeira:

O escaravelho da palmeira, Rhynchophorus ferrugineus (Olivier), também conhecido como “escaravelho vermelho”, é um coleóptero da família dos curculionídeos, que ataca diversas espécies de palmeiras, provocando estragos importantes que podem conduzir à morte das plantas, em específico da palmeira das Canárias, palmeira tamareira e palmeira de leque.


Escaravelho da palmeira

Como identificar os sintomas de presença do escaravelho na palmeira::

  • Coroa desguarnecida de folhas jovens no topo ou com aspeto achatado pelo decaimento das folhas centrais;
  • Folhas do topo caídas com sinal de desigual inserção;
  • Orifícios e galerias na base das folhas podendo conter larvas ou casulos;
  • Folíolos roídos e desiguais;
  • Presença de orifícios na zona de corte das podas;
  • Restos de fibras.

Recomendações caso detete sintomas da presença do escaravelho da palmeira na planta::

  • Comunicar a situação à Câmara Municipal da área geográfica correspondente, ou à Direção Regional de Agricultura e Pescas da área (DRAP);
  • Permitir o acesso dos técnicos autorizados aos locais onde se encontram os exemplares suspeitos;
  • Cumprir as medidas fitossanitárias impostas pela notificação emitida pela DRAP;
  • Não replantar novamente esse género de plantas;
  • Na impossibilidade de destruição imediata do material vegetal, deve o mesmo ser amontoado, pulverizado com produto fitofarmacêutico homologado e coberto com plástico até à sua destruição.

Medidas de combate/controlo à presença do escaravelho da palmeira:

Em palmeiras sãs ou sem sintomas:

  • Podar só as folhas secas;
  • Evitar podas excessivas;
  • Os cortes devem ser lisos e não lascados, a poda deve ser efetuada no período compreendido de novembro a fevereiro;
  • Os resíduos resultantes da poda devem ser destruídos no local.

Em palmeiras com sintomas leves ou com possibilidade de recuperação:
Através da poda sanitária:

  • Eliminar as folhas que apresentem orifícios causados pelas larvas;
  • Destruição no local dos restos da poda através de trituração ou colocação em sacos de plásticos e transportados para o aterro municipal.

Através de tratamentos fitossanitários:

  • Só é permitido o uso de produtos fitofarmacêuticos homologados que podem ser consultados na internet na página da DGAV;
  • Os tratamentos só podem ser efetuados por empresas autorizadas e/ou aplicadores habilitados;
  • O local tem que ser sinalizado com uma placa de aviso de tratamentos “Palmeiras em tratamento”;

Em palmeiras muito infestadas ou mortas:

Devem ser abatidas e destruídas no mais curto espaço de tempo.

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